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O guia do viajante solitário

Um pequeno manual para quem quer viajar sozinho, por conta própria, gastando pouco, mas curtindo muito

Por Cristina Ramalho


COMPRE UM GUIA

Antes de tudo, é fundamental
comprar um bom guia (para
economizar, os melhores são
os da Lonely Planet, ainda que
em inglês).
 
Já que você vai decidir tudo
sozinho, é bom que esteja bem
informado.
Leve uma agenda com endereços de amigos ou amigos de amigos que morem nas cidades por onde você passará. Eles podem dar dicas preciosas, que só os locais conhecem.

LEVE UMA AGENDA


VÁ PARA ONDE DER NA TELHA

Não espere seguir um roteiro à risca: uma das maiores graças de viajar sozinho é que você acaba conhecendo outras pessoas e, muito provavelmente, descobrirá novas rotas e possibilidades ao longo da viagem.
Use o tempo que você gastaria conversando bobagem, se estivesse acompanhado,
e anote as suas impressões da viagem num diário. É o melhor suvenir que você pode trazer de
uma viagem.

FAÇA UM DIÁRIO


ESQUEÇA O CARRO
Alugar um carro não é boa idéia, já que você não terá ninguém para dividir o aluguel e a gasolina. De ônibus ou trem você gasta menos e aproveita mais a viagem.
Acidentes, infelizmente, acontecem e, sem ninguém por perto, é bom se garantir: faça um seguro-saúde. Os cartões de crédito internacionais costumam vender bons planos e que funcionam em vários países. Sai mais barato do que pagar médico e hospital no exterior. Acredite!

PREVENIR É O MELHOR REMÉDIO


USE A INTERNET

Abra um e-mail itinerante, desses que podem ser acessados de qualquer computador, e freqüente os cyber cafés por onde passar. Além de trocar mensagens com seus amigos e economizar o dinheiro dos telefonemas, você também vai conhecer outros turistas e conseguir informações novas.
Prefira os restaurantes de preço fixo por pessoa, com menu do dia ou sistema self-service: assim você não corre o risco de pedir um prato grande, que daria para dois e, por isso, custa mais caro.
No Brasil, vá aos restaurantes por quilo, pela mesma razão.
Viajando sozinho, você terá de se relacionar mais diretamente com os moradores. Aproveite: você acabará conhecendo melhor a culinária e os costumes locais.

COMA BEM, MAS SEM ESBANJAR

 

SÓ PARA MULHERES

Com algumas precauções básicas (praticamente as mesmas de quem mora em cidade grande), mulheres desacompanhadas podem ir a qualquer lugar.

 
Antes mesmo de escolher o seu destino, consulte a internet: há vários sites que orientam mulheres que viajam sozinhas, como o www.expedia.com, onde existe uma página chamada 1000 Tips 4 Trips (1 000 Dicas para Viagens), que tem de tudo: de como esconder o dinheiro no sutiã até alertas para não se confiar nem em monges budistas.
 
Para diminuir a bagagem, coloque roupas que dispensam ferro, só dois pares de sapatos e cosméticos do tipo dois-em-um (como xampu com condicionador). Uma boa dica é escolher uma cor base (preto ou azul, por exemplo) e só levar peças que combinem entre si.
 
Viajar sozinha aos países árabes é mais complicado, por causa das restrições que os muçulmanos impõem às mulheres. É melhor comprar
uma excursão com guia.
Fique atenta com quem conversar: muitos chatos acabam colando em quem viaja sozinha, e fica difícil livrar-se deles depois.
 
Fique ainda mais atenta com sua mala: mulher sozinha atrai mais olhares e, conseqüentemente, mais ladrões. Para dar a impressão de estar acompanhada, coloque sua bolsa ou casaco na poltrona ao lado.
 
Se não quiser ser abordada, jamais abra seu guia ou mapa no meio da rua. Ninguém resiste a puxar papo com uma turista perdida.

 

Em vez de telefonar, mande mensagens pela internet de um cyber café. Assim você economiza
e ainda conhece gente

 

VIDA DE SOLTEIRO

Economize na mala: ela deve ser a menor e mais leve possível para lhe dar mobilidade. Afinal, você não irá dividi-la com ninguém.
 
Evite ficar em hotéis cujos quartos seguem o tamanho padrão para duas pessoas. Eles cobrarão de você praticamente o mesmo que cobrariam de um casal. Prefira os hotéis que têm quartos menores, com uma cama só, que saem em média de 30% a 40% mais baratos do que os de casal.
 
Na Europa, experimente os bed & breakfast, que costumam ter quartos específicos para quem viaja sozinho.
  
Chegou a cidade e não sabe onde ficar? Consulte um serviço de reserva de hotel: há sempre um nos aeroportos e estações de trem. Você diz o que deseja, quanto quer gastar e os atendentes indicam as melhores opções.
 
Leve um pequeno despertador, para não perder a hora. Lembre-se: quem viaja sozinho tem de ser auto-suficiente.
O contato direto com os moradores é uma vantagem dos viajantes solitários: permite
conhecer melhor a cultura deles

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